Três startups brasileiras estão na final do MIT Inclusive Innovation Challenge

Iniciativa do MIT vai premiar com US$ 1 milhão tecnologias que melhorem as oportunidades de emprego em todo o mundo

O MIT Inclusive Innovation Challenge (IIC), iniciativa do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) que premia negócios que utilizam a tecnologia para melhorar oportunidades de trabalho, conheceu seus quatro finalistas latino-americanos.

Em sua terceira edição, o MIT IIC foi realizado pela primeira vez na América Latina. A semifinal, realizada nessa segunda-feira, 6 de agosto, em São Paulo, contou com 12 startups com soluções em quatro diferentes categorias.

As semifinalistas se dividiram entre as categorias de Inclusão financeira; Crescimento de renda e criação de trabalho; Desenvolvimento de Competências e Correspondência de Oportunidades; e Acesso à tecnologia.

Na primeira categoria, Inclusão Financeira, a startup vencedora foi a RedeDots, de São Paulo, que tem como objetivo fomentar o comércio justo e sustentável, de forma rentável e segura. Na categoria Crescimento de Renda e criação de trabalho quem levou a melhor foi a Apli, do México. A startup promete conseguir oportunidades de trabalho flexíveis para milhões de pessoas, conectando trabalhadores a empresas a partir de inteligência artificial.

Já na categoria Desenvolvimento de Competências e Correspondência de Oportunidades, a vencedora foi a startup a catarinense Sumá, uma plataforma de agricultura familiar que conecta diretamente os produtores aos compradores de alimentos. Por fim, na categoria Acesso à Tecnologia, a Levee, de São Paulo,  levou a melhor. O negócio usa aprendizado de máquina, geolocalização e mensagens móveis para conectar pessoas – que procuram trabalho em mercados capitais emergentes – aos melhores empregos.

O codiretor da iniciativa do MIT sobre a economia digital, Andrew McAfee, destacou que o instituto quer mudar a visão de que a tecnologia é um dos motivos para os problemas relacionados ao desemprego e outros desafios do trabalho. Segundo ele, a tecnologia é o que fará com que todas as pessoas tenham oportunidades.

“Não podemos ver a inovação como frutas, como se pegássemos as frutas mais baixas de uma árvore até que só restem as frutas que estão mais altas, longe e difíceis. Temos que ver a inovação como blocos de construção, os quais você coloca juntos e constrói muros, casas e prédios. Quando você terminar, os blocos ainda estarão ali, não acabam como as frutas. Essa combinação de blocos ficará ali para as próximas pessoas”, comparou.

Prêmios

As quatro startups vencedoras recebem um prêmio de US$ 20 mil cada. Agora, essas empresas vão representar a América Latina na final mundial, que será realizada em novembro em Cambridge, no MIT. As quatro melhores, de todo o mundo, serão premiadas com US$ 250 mil cada.

As outras semifinalistas da América Latina – Alò Bodega, Grupo Nueva Economía, Incluyeme, Interactpedia, Outbound Initiative, Signa, TrocaFone e UnDosTres – garantiram US$ 5 mil cada.

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